quarta-feira, 14 de junho de 2017

ESTUDO: O que significa a Rosa de Sarom



Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as filhas. Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra; e o seu fruto era doce ao meu paladar. Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor. (Ct 2:1-4) Você tem razão quanto à rosa de Sarom. É a noiva, a Sulamita (Ct 6:13), que chama a si mesma de rosa de Sarom. Embora a noiva desse cântico possa ser vista como uma figura da Igreja, a aplicação mais direta e correta do texto é para Israel, pois o Antigo Testamento não fala da Igreja. 


A Igreja era ainda um mistério que só viria a ser revelado a Paulo (Ef 3:3 11), embora o Senhor Jesus tenha mencionado a Igreja nos evangelhos sem ser, contudo, compreendido pelos seus discípulos. Assim como acontece com hinos que falam da rosa de Saromcomo se fosse o Senhor, há muitos hinos que trazem erros. É o caso de um hino chamado Cem Ovelhas, onde uma estrofe diz As noventa e nove, deixou no aprisco

Porém se você procurar a passagem no evangelho verá que o pastor deixa as 99 no deserto, e não no aprisco. Há outro hino que diz Manda fogo, Senhor, que eu quero sentir o Teu poder


Ainda bem que o Senhor não faz o que pedem os que cantam assim, pois na Bíblia o fogo está sempre conectado com juízo. Isso ocorre por um erro de interpretação de Atos 2, onde as línguas são “como de fogo”, e de Mateus 3, onde o fogo ali é erroneamente interpretado como o batismo do Espírito Santo ocorrido no Dia de Pentecostes. Se você observar atentamente o texto de Mateus 3, verá que João Batista está se dirigindo alternadamente tanto a salvos como a perdidos, falando também alternadamente de salvação e juízo (o fogo representa o juízo de Deus). Acrescentei as palavras [entre chaves]...
para você entender essa alternância: Mas, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, disse-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira vindoura? Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento [os salvos]... E já está posto o machado á raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto [os perdidos], é cortada e lançada no fogo [o juízo]. Eu, na verdade, vos batizo em água, na base do arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, que nem sou digno de levar-lhe as alparcas; ele vos batizará no Espírito Santo [os salvos], e em fogo [os perdidos]. A sua pá ele tem na mão, e limpará bem a sua eira; recolherá o seu trigo [os salvos] ao celeiro, mas queimará a palha [os perdidos] em fogo inextinguível. Outro uso errôneo da expressão Rosa de Saromé feito por alguns pregadores que aconselham seus seguidores a colocarem um botão de rosa no lugar mais alto da casa como uma espécie de canal de bênção. 

Evidentemente em alguns lugares essa “rosa especial” é vendida aos fiéis, juntamente com outros itens como sabonetes santos, azeite de Israel, água do Rio Jordão, lenços consagrados, e por aí vai. Isso nada mais é do que apelar para a crendice e superstição popular, que precisa enxergar alguma coisa material para crer, o oposto da fé que é crer sem ver. No caso da rosa, há dois erros aí. O primeiro é que esses pregadores falam da rosa de Sarom como representando o Senhor, e não é. Na passagem de Cantares 2 ela representa a Sulamita, que está cantando um diálogo com seu Noivo (este sim, o Senhor). Se acompanhar a partir do final do capítulo 1 verá que se trata de um cântico cantado a dois: [Sulamita] O meu amado é para mim como um ramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi. [Amado] Eis que és formosa, ó amada minha, eis que és formosa; os teus olhos são como pombas. [Sulamita] Eis que és formoso, ó amado meu, como amável és também; o nosso leito é viçoso. As traves da nossa casa são de cedro, e os caibros de cipreste. Eu sou a rosa de Sarom, o lírio dos vales. [Amado] Qual o lírio entre os espinhos, tal é a minha amada entre as filhas. [Sulamita] Qual a macieira entre as árvores do bosque, tal é o meu amado entre os filhos; com grande gozo sentei-me à sua sombra; e o seu fruto era doce ao meu paladar. Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor.

Mario Persona!

segunda-feira, 12 de junho de 2017

ESTUDO: Existe reencarnação





A ideia da reencarnação é tirar de Deus a glória pela salvação e transferi-la para o homem. Se for se esforçando para evoluir nas várias supostas vidas que você chega a um lugar melhor (céu, nirvana, etc.), palmas para você. Se a salvação for aceita como obra e graça de Deus, palmas para Deus. Mas não é isso que quer nem o homem natural, nem Satanás. Daí a reencarnação. A ideia da reencarnação traz embutida a ideia da autoevolução, que você deve se aperfeiçoar espiritualmente, subindo degraus de uma escada sem fim. Isso pode fazer bem para o ego, e é a razão dos livros espíritas como os de Chico Xavier ou Zibia Gasparetto serem bestsellers.

 As pessoas gostam de ler ou ouvir que elas são especiais, que vão conseguir, que são poderosas, guerreiras, etc. Ninguém quer ouvir: Você é pecador. Mas a reencarnação ou a autoevolução não é a verdade que você encontra na Bíblia que nos fala de um Salvador. Ora, se Deus providenciou um Salvador foi porque viu que não éramos capazes de nos salvar a nós mesmos.

 Por que existiria um Salvador se as pessoas pudessem se salvar a si mesmas? Além disso, a ideia de autoevolução gera alguns problemas de ordem social, já que determina que alguns povos são mais evoluídos espiritualmente do que outros. O próprio Alan Kardec acabou se revelando racista em alguns de seus livros, graças a essa mesma ideia: Allan Kardec, Obras Póstumas, 1ª parte, capítulo da “Teoria do Belo”: “O negro pode ser belo para o negro, como um gato para os gatos; mas não o é no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, os lábios grossos, acusam materialidade dos seus instintos; podem perfeitamente exprimir paixões violentas, mas nunca variedades do sentimento e as modulações de um Espírito elevado.

” Mais alguns trechos de livros apontam algumas das consequências da doutrina espírita, só para falar do que concerne às raças, sem ainda entrar em questões como a reencarnação e a eliminação do carma por meio de caridade e boas obras (ótimo para o ego): “O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso. 

Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados” (Allan Kardec, A Gênese, Ed. Lake, São Paulo, 1a edição, p. 281) “Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados” (Revue Spirite, abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Lake _ Livraria Allan Kardec editora, São Paulo, p. 187). “Por que há selvagens e homens civilizados? 

Se tomarmos uma criança hotentote* recém-nascida e a educarmos nas melhores escolas, fareis dela, um dia, um Laplace ou um Newton? (...) Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica?** Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão?” (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 126- 127). *Hotentote: negro, membro de uma tribo sul-africana ** Caucásico ou caucasiano: branco 

domingo, 11 de junho de 2017

ESTUDO: Como é o Jejum que a Bíblia Ensina



Um dos versículos mais claros acerca do jejum está na pergunta que o Senhor faz aos judeus: Quando jejuastes e pranteastes no quinto e no sétimo mês, durante estes setenta anos, jejuastes vós para mim, mesmo para mim?(Zc 7:5). Creio que o jejum para o Senhor não é aquele em que deixamos de comer, ou fazer qualquer coisa, para termos mais comunhão com ele, mas exatamente o contrário. Creio que é ter tanta comunhão com ele que tudo o mais passa para o segundo plano, inclusive o comer.

 Lendo Isaías 58 você verá que o jejum verdadeiro é o despojar se de si mesmo. Em todo caso, o jejum verdadeiro é algo tão íntimo que se uma pessoa contasse a você como ela faz o jejum, já não seria um jejum sincero, pois o próprio Senhor disse: Porém tu, quando jejuares, unge a tua cabeça, e lava o teu rosto. Para não pareceres aos homens que jejuas, mas a teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê em oculto, te recompensará(Mt 6:17,18). Portanto, desconfie da sinceridade daqueles que proclamam aos quatro ventos que estão jejuando. Deus não instituiu um jejum na Lei dada aos israelitas. 

O primeiro jejum que aparece na Bíblia é o de Moisés, quando subiu ao monte para receber as tábuas da Lei, ficando quarenta dias e quarenta noites sem comer. (Êx 34:28) E esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água, e escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.O jejum de Moisés, e também de Elias em 1 Reis 19:8, significava uma separação da vida normal da carne para estar com o Senhor e dedicar-se exclusivamente a ele.

 (1 Rs 19:8) Levantou-se, pois, e comeu e bebeu; e com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites até Horebe, o monte de Deus.O primeiro jejum coletivo foi em Juízes 20:26 e foi decorrente da humilhação vinda do fracasso e da derrota. (Jz 20:26) Então todos os filhos de Israel, e todo o povo, subiram, e vieram a Betel e choraram, e estiveram ali perante o SENHOR, e jejuaram aquele dia até à tarde;A ímpia Jezabel também decretou um jejum em nome de seu marido Acabe, nas cartas enviadas ao povo, para dar um ar de religiosidade ao homicídio que estava prestes a cometer, mostrando que o jejum também pode estar conectado a atos de impiedade.

 (1 Rs 21:9-10) E escreveu nas cartas, dizendo: Apregoai um jejum, e ponde Nabote diante do povo. E ponde defronte dele dois filhos de Belial, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei; e trazei-o fora, e apedrejai-o para que morra.O primeiro jejum condicional, ou seja, do tipo em que se faz algo para se buscar o favor de Deus, foi em 2 Crônicas 20:3 quando Jeosafá proclamou um jejum em todo o Judá por causa da iminência de um ataque das forças inimigas.

 (2 Cr 20:3) Então Jeosafá temeu, e pôs-se a buscar o SENHOR, e apregoou jejum em todo o Judá.Ao que tudo indica, apesar de não ter sido instituído na Lei, era um costume entre o povo de Israel e o próprio Senhor fala do jejum em uma passagem: (Mc_9:29) E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum.

sábado, 10 de junho de 2017

ESTUDO: Deus é autor do mal






Isaías 45:7 — A palavra “mal” na versão Almeida é “ra” no original hebraico, e tem o significado de tristeza, miséria, adversidade, aflição, mas nunca significa “pecado”. Deus cria o mal, ou seja, ele traz miséria, aflição ou tristeza quando assim julga necessário para cumprir os seus justos desígnios. O mal que Deus terá que trazer sobre o pecador que não crê em Cristo é um exemplo disto. Um juiz que é justo ao condenar um transgressor trará, evidentemente, mal à vida do transgressor, prendendo o numa cadeia por um determinado tempo. 

A justiça inclui a aplicação de uma pena ao transgressor. Por esta razão Deus trouxe o dilúvio sobre a terra, eliminando aqueles que estavam cansados de receber um testemunho acerca do Deus verdadeiro, mas teimavam em viver em iniquidade e idolatria. (leia Gn 6:1 8). Ao longo de todo o Antigo Testamento você encontrará Deus julgando os homens por meio de catástrofes ou por guerras. Romanos 9:6 33 — Aqui vemos a soberania de Deus e que sua vontade está acima de tudo. Nem sempre seremos capazes de compreender a sua vontade, mas podemos ter certeza de que é a melhor. 

Em Êxodo 4:19, Deus diz a Moisés: eu SEI, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir. Aqui Deus sabia o que havia no coração de Faraó. No primeiro encontro, em Êxodo 5, Faraó diz “Quem é o Senhor?” e “Não conheço o Senhor”, não deixando o povo ir. O coração do homem é igual, pois Moisés diz em 6:12: Eis que os filhos de Israel me não têm ouvido; como, pois me ouvirá Faraó?, ou seja, o homem é inimigo de Deus em qualquer lado que esteja. Mas Deus tinha o propósito de salvar aquele povo e condenar o Egito. Assim é a graça de Deus.

 Ambos os povos eram pecadores culpados e não queriam escutar a voz do Senhor, portanto ele podia simplesmente esquecê los e destiná los ao juízo. Mas Deus, na sua graça, queria salvar um povo e escolheu os israelitas para ser este povo. Alguns perguntariam: “Por que ele não salvou os dois povos?”, mas eu pergunto “Por que ele, ainda assim, salvou os israelitas, uma vez que estes eram tão indignos quanto os egípcios?” 

A resposta é que ele quis salvar. Se há duas pessoas se afogando e alguém que passa na beira do rio escolhe salvar uma, não podemos dizer que ele seja culpado da morte da outra pessoa. Ele poderia muito bem não ter se arriscado e deixar que as duas morressem.

 Ele não tinha nada a ver com a falta de juízo daqueles que tinham escolhido nadar em águas profundas. Mas se ele, ainda assim, salva uma, deve ser reconhecido por seu feito. Mas creio que Faraó ainda podia se converter, pois Deus estava se revelando a ele. (Lembre se do que aconteceu em Nínive, quando Jonas pregou e, ao contrário do que Jonas esperava, o rei e toda a cidade se arrependeram). Assim, é somente no capítulo 7:3 que Deus vai endurecer o coração de Faraó, acabando assim suas chances de se converter. Provérbios 16:4 
— Este é o mesmo caso de Faraó. Deus o criou, sabendo que ele seria tão ímpio quanto qualquer outro israelita. Mas Deus criou a ambos, que nasceram ímpios por causa do pecado e não de Deus, e decidiu salvar o ímpio israelita, permanecendo o ímpio Faraó na condenação e ainda servindo de instrumento para que Deus concluísse os seus desígnios. 

Mas em tudo isso Deus permanece justo. João 1:3 mostra que Cristo fez todas as coisas e que sem ele nada do que foi feito se fez, portanto isto inclui tudo. Você foi criado por Deus, por intermédio de Cristo, assim como eu. E nós, embora tenhamos sido salvos pela fé em Jesus, nascemos tão ímpios quanto Faraó ou o mais vil assassino que exista na penitenciária. Se Deus justifica o ímpio (Rm 4:5) que crê e condena o ímpio que permanece nos seus pecados, não podemos dizer que Deus é injusto em condenar o segundo ou mesmo de utilizá lo para cumprir seus justos desígnios. 

Mas podemos louvá lo por salvar o primeiro, ou seja, o ímpio que crê em Jesus.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ESTUDO: Quem nunca ouviu o evangelho pode ser salvo





A melhor maneira de lidar com esta questão é afirmar certas verdades em que as Escrituras são bem francas. A Bíblia é muito clara quando diz que ninguém pode ir ao Pai senão através de Jesus Cristo. Jesus disse: “Ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14:6; ARA). A única base para o perdão do pecado e vida eterna é o caminho feito por Jesus. Muitas pessoas pensam que isto implica na condenação automática daqueles que nunca ouviram falar de Jesus. Contudo, nós não sabemos com certeza se este é o caso. 

Embora as Escrituras não ensinem explicitamente que aquele que nunca ouviu de Jesus pode ser salvo, nós acreditamos que ela infere isto. Cremos que toda pessoa terá uma oportunidade para se arrepender, e que Deus não irá excluir ninguém por ter nascido num lugar errado e numa época errada. Jesus disse: “Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo’’ (Jo 7:17; ARA)”.

 A Bíblia também revela que ninguém tem qualquer desculpa: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis” (Rm 1:19,20; ARA). É uma realidade que toda a humanidade pode dizer que existe um criador porque a sua criação testifica por ele. Este testemunho é universal. 

Embora as pessoas tenham informações suficientes de que Deus existe, elas se tornam voluntariamente ignorantes sobre as coisas de Deus porque seus corações são maus. A Bíblia ensina que o incrédulo “detém a verdade pela injustiça” (Rm 1:18; ARA). Além do mais, as Escrituras dizem que o homem não está buscando Deus, mas fugindo dele. “Não há quem busque a Deus” (Rm 3:11 ; ARA). Portanto não é um caso de Deus rejeitar levar sua Palavra a alguém que esteja procurando desesperadamente pela verdade.

 Nós também sabemos que é da vontade de Deus “que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pe 3:9; ARA). Isto mostra que Deus também cuida daquelas pessoas que não ouviram o evangelho. Ele demonstrou isto enviando seu Filho para morrer em nosso lugar. “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5:8; ARA).

 A Bíblia ensina que Deus julgará o mundo justamente. “Porquanto estabeleceu um dia em há de julgar o mundo com justiça” (At 17:31; ARA). Isto significa que, quando todos os fatos estiverem postos, o nome de Deus será justificado e ninguém estará capacitado a acusá-lo de infidelidade. Mesmo assim nós não sabemos como ele, especificamente, irá lidar com essas pessoas; sabemos que seu julgamento será honesto. Somente este fato poderia satisfazer qualquer um que quer saber como Deus irá lidar com pessoas que nunca tenham ouvido falar de Jesus Cristo. Quanto à questão dos fetos, bebês e crianças, muitos eruditos bíblicos acreditam que os bebês e crianças que morrem antes da idade da responsabilidade moral irão para o céu. Isso se baseia nos seguintes versículos: (1) Em 2 Samuel 12:23, quando aquela criança, filha de Davi, morreu, ele disse: “Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim”. 

Isso implica que o bebê estava com o Senhor. (2) No Salmo 139, Davi fala até mesmo de um bebê ainda não nascido como estando escrito no livro de Deus no céu (v,16). (3) Isaías faz distinção entre aqueles que ainda não têm idade suficiente para “desprezar o mal e escolher o bem” (7:15), o que implica que eles não são moralmente responsáveis. (4) Paulo fala que o sacrifício de Cristo torna a todos justos (Rm 5:19), o que abrangeria até mesmo as criancinhas que tenham nascido em pecado (Sl 51:5). 

Gosto de pensar na Bíblia como um espelho. Quando olho para ele, ele mostra o que acontece comigo. Para quem não olha, ele não mostra. Então não sobra muito espaço para a curiosidade humana. Se alguém for curioso e quiser procurar na Bíblia o que acontece com o que nunca ouviu falar, terá que tomar uma decisão por Cristo, pois não será este o seu caso. Ele acaba de ouvir falar, acaba de se enxergar no espelho. 

domingo, 4 de junho de 2017

ESTUDO: Mateus 24:40, 41 fala do arrebatamento




Mateus 24 trata do remanescente judeu que testemunhará durante a tribulação. O termo “levado” que aparece nos versículos 40 e 41 nada tem a ver com o arrebatamento. Muitos usam estes versículos como sendo o arrebatamento, mas isso é tirá los de seu contexto. O contexto é o assunto sobre o qual o Senhor vem se referindo antes, ou seja, o dilúvio (vers. 39) que LEVOU a todos, ou seja, foi um ato judicial, foi a morte ceifando vidas. Da mesma forma, quando Cristo vier para reinar (no final da grande tribulação), a morte passará ceifando a muitos; levando a muitos. 

Os vivos entrarão no milênio. Mas não são cristãos como os conhecemos hoje; serão judeus (ou gentios convertidos) que se converterão durante a tribulação e que NUNCA ESCUTARAM O EVANGELHO ANTES. Devo chamar sua atenção para o fato de que Mateus 24:14 fala do evangelho do reino e não do evangelho da graça. Há muitos que pensam que o evangelho da graça tem que ser pregado antes a todo o mundo para que Cristo volte. Não é assim. No momento em que o último eleito antes da fundação do mundo para fazer parte da Igreja for salvo, aí Cristo virá buscar os que são seus; os santos celestiais. Aí cessa a pregação do evangelho da graça, que é pregado desde que Cristo foi rejeitado como rei. 

Crê no Senhor Jesus e serás salvoé o evangelho da graça que hoje pregamos. Arrependei vos que o reino está próximoé o evangelho do reino pregado por João Batista e que será pregado por um remanescente fiel que se converterá após o arrebatamento e será perseguido ferozmente.

 A ideia de que alguns crentes menos espirituais ou menos maduros serão deixados para a tribulação é completamente falsa e cai por terra com apenas uma passagem: Por isso Deus lhes enviará a operação do erro, PARA QUE CREIAM A MENTIRA; para que sejam julgados TODOS OS QUE NÃO CRERAM A VERDADE, antes tiveram prazer na iniquidade(2 Ts 2:11,12). Aqueles que ouviram o evangelho e não creram, não terão uma segunda chance. O próprio Deus fará com que creiam na mentira do diabo. 

Os que fazem parte da Igreja têm o Espírito Santo que será tirado da terra quando Cristo vier. Toda a Igreja será arrebatada. Cristo não deixará um “pedaço” da noiva aqui. Hoje, se alguém não tem o Espírito de Cristo, não é dele; nunca creu e não está salvo. Apocalipse 12 não fala da Igreja. Esta só aparece até o final do capítulo 3 e no final do livro, nas bodas do Cordeiro. Nesse meio tempo Deus estará tratando com Israel.

 A “mulher” é Israel e o “varão” é Cristo, Aquele que há de reger com vara de ferro e que foi arrebatado para Deus, para o seu trono (veja Ap 12:5).

sábado, 3 de junho de 2017

ESTUDO: Como Anunciar o Evangelho?




Recebi sua carta e me alegro por seu interesse de pregar a Palavra de Deus. Não existe, por assim dizer, uma técnica para se pregar a Palavra de Deus, pois quando a apresentamos, é o Espírito Santo que faz tudo. Ele convence o pecador do pecado e o leva a crer. Nós não podemos convencer ninguém, mas podemos ao menos não atrapalhar e evitar que nossos ouvintes durmam. E para este aspecto existem algumas técnicas. 

Creio que existem duas maneiras de se fazer uma boa pregação. Uma é escolher um tema, por exemplo, “A Morte”, e discorrer sobre o tema, mostrando ao mesmo tempo versículos da Palavra de Deus que tratem do assunto. Outra maneira é escolher uma passagem das Escrituras, por exemplo, a história de Zaqueu, e explicá la. Em qualquer dos casos, é bom que se mantenha a Bíblia aberta na passagem que será tomada como passagem principal e se faça as citações de outras passagens de memória. Evidentemente, a maior parte do que escrevo refere se à pregação para incrédulos. Quando se trata de ministrar a crentes, então é bom que se vá de um versículo ao outro, pedindo aos ouvintes que procurem os trechos em suas Bíblias.

 Algo importante numa pregação é que ela tenha começo meio e fim. Paulo escreveu: Vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras(1 Co 15:3,4)

Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado(1 Co 2:2). Levando cativo todo o entendimento à obediência de Cristo(2 Co 10:5). Cristo era o tema da pregação de Paulo, e o ouvinte era levado a Cristo. Paulo não pregava cura de doenças, resolução de problemas matrimoniais, provisão de necessidades materiais, recebimento de poder e tantas outras coisas que ouvimos alguns falsos pregadores oferecerem em nossos dias. Paulo pregava Cristo. A pregação do evangelho deve seguir o seguinte roteiro: 1. O homem é pecador. (como, por que, desde quando, etc.) 2. O homem necessita de um Salvador. (como, por que, quando). 3.

 A salvação não está dentro do homem ou em suas obras. 4. Cristo veio, morreu e ressuscitou para salvar os pecadores (como, por que, quando) 5. O ouvinte precisa ser salvo; precisa de Cristo. Imagine se como alguém tomando o pecador pela mão e fazendo o chegar até Cristo e, depois de haver explicado quem Cristo é, deixando o a sós com o Salvador e saindo de perto. O bom pregador não é o do qual dizem: “Como ele prega bem”, mas “Que bom é o que ele pregou”. Quando o pregador sai de cena, as pessoas precisam se lembrar apenas de suas palavras, e não dele. Por esta razão não gosto muito dos testemunhadores profissionais, aqueles que andam de lugar em lugar contando os horrores de sua vida passada e como ele agora está santo. Embora existam muitos testemunhos sinceros de conversão, hoje em dia há muitos que fizeram do testemunho uma profissão e acabam tendo orgulho da vida que levavam antes, quando eram viciados, bandidos ou coisa assim. Gostam da fama que tais coisas trazem, pois muitos crentes, que não vão ao cinema e nem assistem televisão, gostam de ouvi los para satisfação da carne, ouvindo pregações que mais falam de crimes, drogas, sexo, etc. do que da Pessoa do Senhor Jesus Cristo.


 Lembre se sempre, é Cristo que você deve apresentar ao pecador. Se tiver dificuldade em falar em público, nada melhor do que o treino. Quando estiver falando em público, procure olhar sempre para a cabeça dos últimos ouvintes e, eventualmente para uma ou outra pessoa nos olhos. Nunca pregue olhando para a primeira fileira, pois os de trás se sentirão como não fazendo parte do que você fala, ou seja, não está falando com eles. Procure praticar pregando sozinho. Quer outras dicas práticas? - Nunca fale de braços cruzados, mãos nos bolsos ou escondendo as mãos. - Fale como você falaria normalmente e não como quem está fazendo um discurso político. - Não queira usar palavras difíceis e nem utilize palavras “evangélicas”. Você está falando com incrédulos. - Use um vocabulário que seu público entenda. Quando disser “A Palavra diz...”, será que eles sabem que “Palavra” é essa? - Não pregue uma denominação, organização ou igreja, porque nenhuma delas pode salvar. - Na pregação o menos é mais. Não queira ir de Gênesis a Apocalipse porque basta ao pecador saber apenas uma coisa para ser salvo. Pregue isso. - Não queira parecer o que você não é. - Não fique acusando as pessoas como se você fosse perfeito e elas um lixo. 

Não fique fazendo comparações entre os salvos e os incrédulos, entre pessoas que vão à igreja e as que não vão, que se vestem de um determinado modo ou não. Você está ali para apresentar Cristo a eles. - Não pregue modo de vida, porque se um incrédulo parar de fumar, beber, prostituir, roubar etc. ele ainda assim continuará no caminho do inferno por não ter a Cristo. - Fale pausadamente de modo que as pessoas entendam o que você está dizendo. Use o silêncio de vez em quando para sublinhar o que acabou de dizer. - Seja normal. Não faça parecer que para ser cristão é preciso ficar pulando, urrando e dando murros numa Bíblia. - Não tente imitar a voz de algum pregador do rádio ou da TV. Já vi pregadores de uma denominação cujo líder fala com voz rouca falarem também com voz rouca forçada. Outros, de uma denominação cujo líder é carioca, carregam no sotaque do Rio, mesmo tendo nascido em Piracicaba. - Seja simples, seja humilde, deixe a soberba e a agressividade em casa. É o pecado que Deus odeia, não os pecadores. - Finalmente, antes, durante e depois disso tudo, ORE.